Acervo Dr. Zaba 
Quem Somos

Atividades

Profissionais

Medicina Integral

Med. Biologia Infantil

Links Selecionados

Endereços
  Pesquisar:

Eletromagnetoterapia
Já é possivel utilizar a eletromagnetoterapia
Utilização de campos eletromagnéticos no tratamento de depressões, ansiedade e criatividade.


Se você for submetido a uma serie de aplicações eletromagnéticas certamente verá como tais aplicações em seu cérebro podem alterar estados de depressão, ansiedade e criatividade.
As mudanças que ocorrem em seus neurônios, ativando-os ou os bloqueado pode gerar uma melhora significativa na sua depressão ou ansiedade. As correntes que iram trabalhar após uma série de aplicações, são capazes de gerar mudanças ativando-os ou inibindo-os dependendo dos objetivos.

Chamado de estimulação magnética transcraniana repetitiva (Emtr), o método já é aprovado para o tratamento de depressão em países como Canadá, Austrália e Israel.

Por aqui, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamentou o uso do aparelho de Emtr em março de 2006. Há dois meses, após seis anos de pesquisa com o método, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) decidiu liberá-lo para uso clínico em depressão.



Primórdios

Apesar da aplicação terapêutica recente, as origens da estimulação magnética remetem ao século 19. Já em 1896, o francês Jacques-Arsène D'Arsonval havia testado os efeitos do magnetismo sobre as emoções.

Por volta de 1940, os estímulos magnéticos eram pesquisados na fisiologia animal. Na década de 80, surgiram aparelhos semelhantes aos atuais --só eram usados, no entanto, para diagnósticos neurológicos.

Foi só em meados da década de 90 que o método passou a ser usado para tratar doenças.

Uma das vantagens da Emtr é a quase ausência de efeitos colaterais. Até agora, uma leve dor de cabeça que passa depois da sessão tem sido o único sintoma relatado --mesmo assim, só por alguns pacientes.

Isso tornaria a técnica útil para grávidas e lactantes, para as quais é mais delicado receitar medicamentos.

Diferentemente da ECT (eletroconvulsoterapia, também conhecida como eletrochoque), outra técnica não medicamentosa usada para transtornos mentais, as aplicações de Emtr são indolores.

A ECT não exige cortes, mas demanda anestesia e o uso de remédios anticonvulsivos. Já a estimulação magnética não exige nada disso e tem mostrado a mesma eficácia, dizem os pesquisadores.
Os estudos com depressão --feitos principalmente com pacientes que não reagem a outros tratamentos-- são os mais numerosos e os que vêm conseguindo melhores resultados. "Há pouca informação consistente sobre indicações terapêuticas em outras áreas", afirmou à Folha um dos pioneiros na área, o psiquiatra americano Mark George, diretor do laboratório de estimulação cerebral da Universidade Médica da Carolina do Sul.

Mas já há trabalhos no Brasil e no mundo que avaliam os efeitos da terapia sobre a esquizofrenia, o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e a epilepsia, entre outras doenças.

Na USP, acaba de ser concluído um estudo sobre o uso da EMTr em um tipo de dor crônica. Os resultados ainda não podem ser divulgados, mas os pesquisadores acreditam na eficácias das mesmas
Estes pesquisadores estão agora estudando a eficácia deste método para o autismo, dislexia e transtorno de déficit de atenção.

Outro estudo do mesmo grupo vem acompanhando 20 pacientes de TOC resistentes a medicamentos.

Esperamos obter respostas seguras sobre a possibilidade de usar a técnica para TOC. Se as constatações forem positivas, creio que levará de cinco a dez anos para a Emtr chegar ao uso clínico.

Dr. Miguel Zaba


gn1
Direitos Reservados 2005 © - Dr. Zaba - Medicina do Século 21